EDUCAÇÃO AMBIENTAL E PERCEPÇÃO SOCIOAMBIENTAL SOBRE SANEAMENTO E RESÍDUOS SÓLIDOS EM COMUNIDADES URBANAS E RURAIS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Nome: WILLIAN DOS SANTOS POTON
Data de publicação: 23/02/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| JACQUELINE ROGERIA BRINGHENTI | Examinador Externo |
| LUCIANA HARUE YAMANE | Examinador Interno |
| RENATO RIBEIRO SIMAN | Presidente |
Resumo: Esta dissertação analisou a influência de fatores sociodemográficos, socioambientais e o efeito da participação em ações de educação ambiental de moradores e estudantes de comunidades urbanas e rurais dos municípios de Guarapari, Anchieta e Muniz Freire (ES) na percepção e práticas ambientais acerca da gestão de resíduos sólidos domiciliares e o saneamento. Quando se avaliou os efeitos de variáveis como escolaridade, idade, região de moradia e envolvimento em ações de educação ambiental sobre a adesão à coleta seletiva e a qualidade da separação dos resíduos na fonte, percebeu-se que residentes da zona urbana apresentaram maior percepção crítica acerca da separação dos resíduos, enquanto moradores da zona rural demonstraram maior engajamento prático. Verificou-se ainda que a participação em ações educativas, especialmente de caráter não formal, mostrou-se mais eficaz para estimular práticas sustentáveis, destacando-se a valorização dos catadores e o fortalecimento do senso de pertencimento territorial como elementos centrais para o engajamento ambiental. Da mesma forma, quando foi analisada a relação entre variáveis sociodemográficas e a participação em ações de educação ambiental com a percepção sobre abastecimento de água, esgotamento sanitário, lançamento de efluentes em corpos hídricos e segurança em relação à qualidade da água consumida, verificou-se que a percepção ambiental é heterogênea e condicionada por fatores como região de moradia, escolaridade, faixa etária e envolvimento em ações educativas, refletindo desigualdades territoriais e fragilidades estruturais nos serviços de saneamento. De forma integrada, os achados reforçam que práticas e percepções ambientais são influenciadas por fatores sociais, educacionais e territoriais, evidenciando a necessidade de políticas públicas que articulem infraestrutura, educação e inclusão social para a promoção da sustentabilidade.
