Avaliação de Risco Baseada na Metodologia do Plano de Segurança da Água: Estudo de Caso da Eta do Município de Viana-es e Pontos de Captação de Água Bruta

Nome: MARCIO NOLASCO VARGAS
Tipo: Dissertação de mestrado profissional
Data de publicação: 29/11/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
EDUMAR RAMOS CABRAL COELHO Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
EDUMAR RAMOS CABRAL COELHO Orientador
FÁTIMA MARIA SILVA Examinador Interno
MARIANGELA DUTRA DE OLIVEIRA Examinador Externo

Resumo: A aplicação da avaliação de risco em Sistemas de Abastecimento de Água (SAA) conforme os princípios do Plano de Segurança da Água (PSA) está descrita na Portaria Nº 5/2017, Anexo XX, do Ministério da Saúde (MS). Tal avaliação de risco visa garantir a segurança da qualidade da água potável para o consumo humano. Para tal, a Organização Mundial da Saúde (OMS) introduziu conceitos bases que ressaltam a importância da realização da avaliação de risco em todo o SAA, da captação até o consumidor final. A presente pesquisa de mestrado aborda um estudo de caso da Estação de Tratamento de Água (ETA) no município de Viana-ES, Brasil, e seus dois pontos de captação (Rio Santo Agostinho e Rio Formate). Foram realizadas duas avaliações de risco baseadas na metodologia de caracterização semi-quantitativa dos riscos. Na primeira avaliação, checklists foram aplicados para identificar possíveis eventos perigosos estruturais e em sequência o risco foram caracterizados. A segunda avaliação buscou caracterizar o risco de alguns parâmetros utilizados como indicadores de qualidades da água potável descrito na Portaria do MS Nº 5/2017 (Anexo XX), o qual também, foi realizado uma análise dos dados estatísticos da água potável no período de janeiro de 2015 até dezembro de 2018. Os indicadores estudados foram turbidez, cloro residual livre, íon fluoreto, Coliformes Totais (CT) e Escherichia coli (E. coli), e subprodutos da desinfecção. A metodologia proposta baseou-se nas diretrizes apresentadas no Manual de PSA - Gestão de risco passo a passo para fornecedores de água potável da OMS e Associação Internacional da Água (AIA). Os resultados das classificações dos riscos foram consolidados em dois quadros, denominados de “painel de risco”. Os riscos da avaliação estrutural obtiveram graus de risco mais críticos do que os resultados da avaliação de riscos dos parâmetros de potabilidade. Entretanto, foi possível concluir que os riscos estruturais não afetam diretamente a qualidade da água na saída do tratamento. Visto que os riscos dos parâmetros foram baixos, com exceção de dois parâmetros caracterizados como risco médio (CT/E.coli e ácidos haloacéticos totais). Por fim, conclui-se que as diretrizes da OMS e AIA foram bastantes relevantes para a aplicação da metodologia de avaliação dos riscos e descrição da área de estudo.

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